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Carros movidos a energia solar darão volta ao mundo


Dois motoristas, três rodas, US$ 350 e nenhuma emissão de carbono. É assim que a equipe australiana formada por pai e filho, Nick e Jason Jones, esperam dar a volta ao mundo num carro elétrico construído sob medida.

A dupla se uniu à equipes da Alemanha e Suíça hoje para a largada de uma corrida de volta ao mundo com o objetivo de demonstrar tecnologias verdes. O objetivo é completar a viagem de 30.000 km sem injetar carbono na atmosfera, um objetivo que Louis Palmer, o organizador da corrida, crê ser factível.

A era da eletromobilidade

Poucos fatos alfinetam tanto o ego dos alemães como o reconhecimento de que eles não lideram a corrida tecnológica ao automóvel elétrico. Estima-se que o atraso dos alemães em relação às nações asiáticas, que dominam a produção das baterias de íon-lítio, seja de, no mínimo, dois anos. Uma distância razoável para a tecnologia que pode se tornar padrão no século 21.

Dá para entender o motivo da preocupação: o que está em jogo são as perspectivas econômicas de grande parte das cadeias de produção, hoje emaranhadas com a indústria automobilística. O PIB e o nível de emprego na Alemanha dependem do crescimento da mobilidade individual, em termos globais. É triste, mas, no fundo, há quem ganhe com as ruas de cidades indianas, chinesas e brasileiras, cada vez mais entupidas de automóvel... Mas mudanças tecnológicas drásticas podem mudar a relação entre ganhadores e perdedores.

Carregador wireless para carros elétricos

A empresa norteamericana Evatran apresentou, na Conferência Plug In, que terminou ontem (29/07), em San Jose, no Canadá, o Plugless Power, um carregador sem fio para carros elétricos.
Quando o veículo é estacionado sobre o bloco que compõe o carregador, bobinas magnéticas são acionadas e se alinham a um adaptador que fica dentro do carro elétrico. Ao captar esse alinhamento, a torre posicionada ao lado do bloco cria nele um forte campo magnético que induz a geração de uma corrente que flui do bloco para o adaptador e carrega a bateria do carro.

O único problema é que o processo de indução tem, no máximo, 80% de eficiência, ou seja, 20% da energia gerada – e paga – se perde. O preço também não é nada barato. A primeira versão do carregador sem fio, que deve chegar ao mercado em abril do ano que vem, vai custar US$3.800, mais, pelo menos, US$500 para a instalação do adaptador no carro. Se bem que, nos Estados Unidos, é provável que os usuários consigam cerca de US$2.000 de volta em incentivos governamentais.

Será que no Brasil teríamos o mesmo estímulo para optar pelos veículos elétricos não-poluentes?